Lava Jato do Rio de Janeiro rouba a cena da “república” de Curitiba

Lava Jato do Rio de Janeiro rouba a cena da “república” de Curitiba

Enquanto foram deflagradas 10 novas fases em Curitiba, com 21 presos, no Rio de Janeiro foram 73 presos em 15 fases com a Lava Jato


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Publicado em 31/12/2017 às 19:57:41

O ex-governador Sergio Cabral foi um dos condenados pelo juiz Marcelo Bretas em 2017. Seap/DIVULGAÇÃO/ESTADÃO CONTEÚDO
O ex-governador Sergio Cabral foi um dos condenados pelo juiz Marcelo Bretas em 2017. Seap/DIVULGAÇÃO/ESTADÃO CONTEÚDO

Em 2017 a Lava Jato em Curitiba deixou de ser o centro das atenções e perdeu em número de fases deflagradas, presos e denúncias oferecidas para a força-tarefa do Rio de Janeiro, onde o juiz federal Marcelo Bretas comanda os desdobramentos das investigações iniciadas por Sergio Moro no Paraná. Enquanto a força-tarefa de Curitiba deflagrou 10 fases em todo o ano de 2017, no Rio de Janeiro foram 15 fases com a Polícia Federal nas ruas.

O número de presos também foi maior no Rio. Por lá foram presos ao todo 73 investigados. Outros 12 foram conduzidos coercitivamente para depor. A PF também cumpriu 147 mandados de busca e apreensão autorizados por Bretas. Somente em uma das operações, a Gotham City, deflagrada em agosto, foram cumpridos 21 mandados de prisão preventiva. Os alvos foram empresários do ramo da Construção Civil do Rio de Janeiro, em uma operação que lembra a dimensão da 7ª fase da Lava Jato em Curitiba, em 2014, quando foram presos empresários das principais empreiteiras do país.

A fase mais recente do Rio de Janeiro teve como alvo integrantes da “farra dos guardanapos” e foi batizada de C’est Fini. Entre os presos estavam dois participantes do jantar no hotel Ritz, em Paris, ocorrido em 2009, onde secretários da alta cúpula do governo, alguns, inclusive, já denunciados, e empresários foram fotografados usando guardanapos na cabeça e dançando, episódio conhecido com a “Farra dos Guardanapos”.

Entre os presos no Rio de Janeiro ao longo de 2017 há figuras importantes, como o empresário Eike Batista; o diretor de Transportes sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro (RioTrilhos), Heitor Lopes de Sousa Junior; o subsecretário de turismo do estado, Luiz Carlos Velloso; um dos principais empresários do ramo no estado do Rio, Jacob Barata filho; o presidente-executivo da Fetranspor Lélis Teixeira; o ex-presidente do Detro Rogério Onofre; o empresário Arthur Soares, conhecido como “Rei Arthur”, entre outros.

Já em Curitiba, o ritmo foi mais lento em relação a 2016, quando haviam sido deflagradas 16 operações ao todo. Em 2017, foram 10 fases deflagradas, com 21 presos, 25 investigados conduzidos coercitivamente para depor, além do cumprimento de 93 mandados de busca e apreensão autorizados por Moro.

Entre os presos pela força-tarefa de Curitiba estão o ex-deputado federal Cândido Vaccarezza; o ex-presidente da Petrobras Aldemir Bendine; o ex-gerente da área internacional da estatal Pedro Augusto Cortes Xavier Bastos; o ex-gerente da Petrobras Marcio Ferreira; o sucessor de Pedro Barusco, Roberto Gonçalves; e os operadores Jorge e Bruno Luz, entre outros.

Por Equipe iRJO

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