Assessor parlamentar de Marcelo Crivella tem salário de R$ 70 mil

Assessor parlamentar de Marcelo Crivella tem salário de R$ 70 mil

Em dezembro, Marcelo Crivella (PRB) recebeu R$ 14.191 líquidos, menos da metade que seu assessor na Câmara


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Publicado em 09/01/2018 às 13:44:52

Prefeito do Rio, Marcelo Crivella. Reprodução/Foto: Google
Prefeito do Rio, Marcelo Crivella. Reprodução/Foto: Google

Rio – Responsável por fazer o elo do prefeito com a Câmara do Rio, o assessor legislativo Antônio Sá soma mais de R$ 70 mil por mês com salário e benefícios e ganha mais que os ministros do Supremo Tribunal Federal. O contracheque de dezembro revela que Sá recebeu da prefeitura, apenas com ‘gratificações’, R$ 32.849,66. Como há um limite remuneratório estabelecido por lei, o contracheque indica também um ‘desconto de excedente de teto’ que lhe tirou R$ 25 mil.

Mas mesmo com esse desconto e com o do Imposto de Renda, Sá recebeu um valor líquido de R$ 34.874,76. Segundo o artigo 37 da Constituição Federal, o limite remuneratório para servidores municipais é “o subsídio do prefeito”. Em dezembro, Marcelo Crivella (PRB) recebeu R$ 14.191 líquidos, menos da metade que seu assessor na Câmara.

 

Sá > Cármen

Fontes ouvidas pela coluna relatam que salários mais altos que o do prefeito não são raros no município. Mas o caso de Sá chama atenção porque supera até mesmo o teto máximo estabelecido pela Constituição, de R$ 33,7 mil, valor recebido pelos ministros do STF. A prefeitura diz que “cargos em comissão e encargos especiais não entram na soma para fim de teto”. E que a medida foi adotada na gestão de Cesar Maia (DEM) para “conseguir segurar, no serviço público, servidores altamente qualificados que estavam largando o governo em troca de altos salários na iniciativa privada”.

 

‘O cara’ dos prefeitos

Sá ingressou na prefeitura por concurso público em 1990 para atuar como fiscal de rendas. Em 1998, foi indicado no governo de Cesar Maia para fazer o meio-campo com a Câmara Municipal. Tido como hábil e competente, permaneceu nas gestões de Eduardo Paes (PMDB) e Crivella. No Parlamento, recebeu o apelido de ‘O 52º vereador’.

 

Fim da novela

 Recém-filiado ao PDT, Rodrigo Neves não será o candidato do partido ao governo do estado. “Ele vai focar em terminar a boa gestão que vem fazendo como prefeito de Niterói. Já combinamos isso. Para o governo, temos duas opções: Eduardo Paes (hoje no PMDB) ou (a deputada estadual) Martha Rocha”, diz Carlos Lupi, presidente nacional do PDT.

 

Barraco

Irritado ao ter mercadorias apreendidas, um ambulante angolano quebrou, quarta-feira, vidros de carros particulares estacionados dentro da Unidade de Ordem Pública do Centro os veículos pertencem a guardas municipais que estavam em serviço. O vereador Jones Moura (PSD) pedirá ao secretário de Ordem Pública, Paulo Amendola, que a Guarda arque com o reparo dos possantes.

 

Na política

Advogado de um dos motoristas que processou Cristiane Brasil (PTB), Carlos Alberto Patrício de Souza já se candidatou a deputado estadual pelo PTdoB. Foi em 2002, quando obteve 846 votos e não conseguiu se eleger.

 

Olha o Mate!

Ambulantes e donos de quiosques na orla da Zona Sul temem queda de receita logo no verão. Por conta do surto de hepatite no Vidigal, circulam no WhatsApp mensagens que alertam para riscos de contaminação. “No Vidigal há duas fábricas de gelo e dois fornecedores de galão que abastecem com água de torneira”. O texto diz ainda que “a maioria” dos vendedores que trabalham na praia mora na favela.

Por Equipe iRJO

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