São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia vão adotar vacina fracionada da febre amarela

São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia vão adotar vacina fracionada da febre amarela

Dose antes aplicada em uma só pessoa será utilizada em quatro. Divisão da vacina vai garantir imunização nessas regiões, diz Ministério da Saúde.


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Publicado em 09/01/2018 às 14:36:54

Vacinação febre amarela (Foto: Divulgação/ Ministério da Saúde)
Vacinação febre amarela (Foto: Divulgação/ Ministério da Saúde)

Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (9) que os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia vão adotar a dose fracionada da vacina contra a febre amarela.

Com a divisão, uma dose que antes era aplicada em uma só pessoa será destinada para quatro. Segundo o Ministério da Saúde, uma mesma dose poderia servir para até cinco pessoas — mas o governo irá trabalhar com uma “margem de segurança”.

Testes da Fiocruz indicaram que uma dose de 0,1ml (a dose padrão é de 0,5 ml) garante a imunidade por oito anos.

No entanto, a dose fracionada não será destinada a todos, diz a pasta. Crianças de 9 meses a até 2 anos, pessoas com condições clínicas específicas (como pacientes com HIV/Aids), gestantes e viajantes internacionais vão continuar tomando a dose padrão.

Segundo Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a dose padrão será mantida nessas populações porque elas já possuem dificuldade de desenvolver resposta imunológica à vacina padrão. “Faz sentido manter a dose inteira, já que são populações que normalmente não respondem bem à vacina”, comenta.

Um outro motivo é que não foram desenvolvidos estudos específicos nesses grupos para atestar a eficácia do imunizante. Já no caso dos viajantes, a vacina padrão será mantida porque não há regulamentação internacional da Organização Mundial de Saúde para as doses fracionadas em caso de viagem.

A meta do governo é vacinar 19,7 milhões de pessoas em 75 municípios destes estados. Ao todo, 15 milhões receberão a dose fracionada da vacina e outras 4,7 milhões, a dose padrão.

“Há oito anos se acompanham os resultados com pessoas que receberam a dose fracionada e a imunização é a mesma dos que receberam a dose padrão”, declarou o ministro Ricardo Barros.

Por Equipe iRJO

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